
Como Diretor Nacional do Movimento, gostaria de enviar-lhe os meus parabéns pelo Ideal da Juventude Masculina, que acaba de sair do "forno".
Acredito que expressa muito bem o que é o mundo da nossa juventude. A Mãe vinha preparando esse Ideal há muito tempo, o símbolo nacional - a Pira de José Engling - falava muito alto e que certamente tinha tocado algo central do coração de um jovem. O ideal assim formulado tem futuro e mais, terá validade para os próximos séculos.
Continuemos vinculados por Maria, para sermos aquele fogo do Cristo Tabor!
Pe. Pedro Cabello

Mesmo após a descoberta e proclamação do lindo ideal do Jumas Brasil, uma pequena questão de português ainda tinha ficado pendente. “Cristo-Tabor” precisa mesmo de hífen? O Pe. Alexandre prometeu perguntar a especialistas na língua portuguesa e que, ao mesmo tempo, tenham conhecimento do típico vocabulário schoenstatteano. Eis aqui a resposta, dada pela Ir. Maria da Graça, irmã de Maria, portuguesa, responsável por todas as traduções recentes que têm sido feitas dos textos do Pai Fundador ao português (Tabor nossa missão, Filialidade Heróica, Rumo ao Céu, etc).
Estimado Padre Alexandre:
Foi uma alegria saber que "nasceu" o ideal da JUMAS. (...) Acho que é uma graça muito grande haver um número grande de jovens que assumem tais ideais!
Quanto à sua pergunta, eu deixaria o Cristo Tabor sem hífen e isso por vários motivos. No "do" está claramente subentendido o que a meu ver torna o hífen supérfluo: trata-se de Cristo com as características que revela no Tabor. Creio que se pode ver uma certa analogia (embora toda analogia seja relativa) da expressão com outras formulações correntes como “Cristo Rei”, “Cristo sofredor”, “Cristo ressuscitado”, “Cristo glorioso” que expressam igualmente características ou "estados" de Cristo. É uma certa "liberdade literária" dar ao nome próprio "Tabor", por assim dizer, a função de adjetivo, mas acho que é legítimo, tanto mais tratando-se de um ideal.
Espero que estas minhas reflexões possam ser-lhe de ajuda e levo ao Santuário Tabor o pedido que o "fogo" de Cristo inflame, realmente, o coração dos jovens.
Em aliança,
Ir. Maria da Graça.

Eh irmãos… Chegamos ao tão almejado IDEAL NACIONAL DO JUMAS – “Vinculados por Maria, Fogo do Cristo Tabor”. Anos de orações, capitais de graças, força, gritos de: Unidos por Maria, Jumas por um ideal, para quê?? Para se chegar a esta arrepiadora formulação… “valeu a pena?? Tudo vale a pena, se a alma não é pequena” (Pessoa). E agora, Jumas Brasil??
Como acontece ao selarmos aliança de amor, começa AÍ nossa missão. Assim, descobertos, sabendo que rumo tomar, enquanto Brasil, entendendo que é forte a nossa vinculação, reconhecendo a majestade de Maria em nosso ramo e que temos esse Fogo provindo de um Cristo-Tabor, precisamos sair ao mundo, nosso campo de batalha.
No nosso Ramo de Juventude, na nossa faculdade ou colégio, em casa com familiares, trabalho, no namoro santo que procuramos viver e demais situações e lugares em que nos encontrarmos é que se dará a APLICABILIDADE desse IDEAL.
“Juventude é fogo, juventude é ardor” (P.K.). Sejamos esse FOGO, não para destruir, mas sim o Fogo que serve para impulsionar nossos projetos e sonhos. Fogo que nutre nossas esperanças de um mundo novo, repleto de homens novos, como pede nosso Pai Fundador. Fogo que faz com que nossa garra, perseverança, coragem, AMOR PELA CAUSA, sejam acrescidos diariamente, ajudados pelo trabalho de autoeducação.
É sempre um grande prazer tratar esse tema que tanta satisfação traz, um sentimento de conquista inigualável. Sabe-se que a definição de Ideal que se enquadra na realidade do JUMAS Brasil, ao abraçar o seu, é de: perfeito, realidade a ser executada, caminho.
É notório e sabido o grande trabalho dos assessores da juventude, dos líderes de Ramos, dos encontros nacionais de aliados e universitários, dos fóruns que aconteceram, viagens, gastos, perdas de dias, enfim, para que se chegasse à essa formulação: “Vinculados por Maria, Fogo do Cristo Tabor”; e como vamos fazer para que isso não se perca?? Ou que não caia numa hipocrisia tamanha que só sirva para gritarmos bem forte enquanto grupo??
Nosso espírito não pode ser fraco, irmãos!! É mister, Juventude Masculina de Schoenstatt, esforçarmo-nos ao máximo para dia após dia sermos capazes de concretizar esse lema em nossas vidas. A reflexão é a chave de tudo! Sempre estarmos dando tempo para nós mesmos, verificando, analisando, pensando se estou vivendo esse Ideal e a forma de vivê-lo daqui pra frente, nada além do que nos ensina Padre Kentenich por meio da autoeducação.
A nossa vida é cheia de escolhas, sabemos. “Você faz suas escolhas e suas escolhas que fazem você”. Partindo desse pressuposto, se optarmos por acatar esse Ideal, não só nessa formulação curta, mas subsidiados ainda pela Carta Magna, conseguiremos realmente “mostrar a cara da nossa juventude”, lema primeiro da busca.
Assim, como diz a canção: “acende uma luz e deixe ela brilhar”, que em nossos corações, possamos ser guiados por ela, a luz do Ideal, o norte que nos mostra que rumo tomar na vida pessoal e nos trabalhos dos grupos, fazendo realmente nossa parcela do “nada sem nós”, poderemos dizer, ao término, como São Paulo: “Combati o bom combate, completei a corrida e guardei a fé” (2Tm 4,7).