Ata do Primeiro Fórum Nacional da Juventude Masculina de Schoenstatt, iniciado às dez horas do dia treze de novembro de dois mil e cinco, no Centro Tabor, Itaara/RS.
Foram indicados para a mesa moderadora, três representantes (um de cada Regional), sendo os seguintes: Carlos Henrique Frederico, de Ibiporã, representando o Regional Paraná; Júlio Fabiano Rodrigues Afonso, de Atibaia, representando o Regional Sudeste; e Sidney, de Frederico Westphalen, representando o Regional Sul, com um suplente, Marcus Vinicius de Moura, de Santa Maria/RS, pois o titular do Sul só pôde ficar até a hora do almoço.
No primeiro momento, foram distribuídos papéis em branco, para que cada um pudesse escrever suas propostas a serem discutidas durante o Fórum. Depois de alguns minutos, a mesa recolheu todas as propostas e uniu as propostas semelhantes, dividindo-as em assuntos comuns. Os assuntos que surgiram foram os seguintes: Encontro Nacional; Comemoração dos 50 anos do JUMAS-BRASIL; Símbolos nacionais, definir símbolos comuns ao JUMAS-BRASIL; busca de um lema e/ou do ideal nacional do ramo; troca de informações a nível nacional, através de site e informativos; crônica, contando a história do Jumas, desde sua fundação, até os dias de hoje; buscar meios de combater as evasões do JUMAS; como ser resposta para o nosso país; como atrair mais jovens para o JUMAS; JUMAS-Social, buscar uma maneira de atuar na sociedade; Encontro Nacional de Músicos, para trocar experiências e aprender músicas novas; o Pós-Jumas, discutir sobre o que fazer quando saem da Jumas; organização a nível nacional, montar uma estrutura organizacional, tendo como membros os próprios jovens, com funções distintas.
Após a explanação sobre cada uma das propostas, foram votadas as prioridades a serem tratadas, sendo mais votados os seguintes temas: Lema e ideal Nacional, com 25 votos Símbolo Nacional, com 23 votos; Organização Nacional, com 16 votos; Minimizar distâncias, com 12 votos; Comemoração do Jubileu de 50 Anos, com 8 votos; Encontro Nacional, com 8 votos; e Informação, com 7 votos. Os demais temas tiveram menos de 4 votos. Os temas mais votados foram divididos em cinco grupos temáticos: 1. Símbolo Nacional; 2. Lema e ideal nacional; 3. Organização Nacional e Informação; 4. Comemoração do Jubileu e Encontro Nacional; e 5. Minimizar distâncias. Cada delegado optou livremente pelo grupo temático que mais lhe interessava e cada grupo ficou encarregado de discutir seu tema e levar propostas concretas ao plenário após um tempo pré-determinado.
Depois de pausa para o almoço, a mesa e os delegados voltaram às discussões. A primeira proposta a ser discutida foi a dos Símbolos Nacionais. O grupo explanou sobre a proposta, dizendo que se deve escolher um símbolo, e que o mesmo deve fazer a juventude arder. Propuseram então, que a Pira de José Engling (a Taça de Fogo, como se chama no Sul), que representa a chama, o fogo que arde por Maria, e que marca o Jumas em todos os lugares do Brasil, fosse declarada como um símbolo nacional. Propuseram também que a Bandeira, que havia surgido, a priore, como um símbolo para representar nosso país no Pentecostes Jovem, realizado no Chile em 1999, que pouco a pouco foi sendo instaurada-Brasil, fosse declarado oficialmente a Bandeira Nacional deste ramo. Tito, de Caieiras, ressaltou que a conquista da Pira, nos diferentes Santuários, deve ser feita, prioritariamente, pelo JUMAS, e que os membros do ramo, devem honrá-la. A mesa moderadora questiona se temos mesmo condições de eleger um símbolo. A resposta é unânime: Sim, temos condições de eleger um símbolo para o JUMAS. A proposta é a Pira de José Engling, por já estar no coração da juventude. Eder diz que, como símbolo nacional, ela deve estar presente em todos os santuários. A bandeira pode estar em todos os lugares, e suas cores lembram as cores de nosso país. A mesa então pergunta se nós, como delegados do Jumas Brasil assumimos a Pira de José Engling como nosso símbolo nacional. O Fórum decide em unanimidade que a Pira ou Taça de Fogo (não precisamos unificar os nomes) é nosso símbolo, e esta decisão será então levada através de nossos assessores aos órgãos cabíveis dentro do movimento (Central de Assessores), para que seja de conhecimento de todos que o JUMAS está assumindo uma responsabilidade diante deste símbolo, e que isto se respeite. Não é questão de exclusividade, mas de identidade. Em seguida decidiu-se, também por unanimidade, que a bandeira que temos usado até agora passa a ser oficialmente a Bandeira Nacional do JUMAS. Fica como padrão a ser utilizado as dimensões e formas das bandeiras originais, confeccionadas em Londrina.
Depois desta proposta, foi apresentada a segunda, que se referia ao Lema e ao Ideal Nacional do ramo. Os delegados responsáveis por esta proposta, propõem que, por enquanto, não haja um lema nacional do JUMAS. Que o ramo assuma o lema anual da Família de Schoenstatt ou que cada cidade tenha a liberdade de escolher seu lema próprio. Sugerem também que, nesse Fórum, se decida por iniciar a busca pelo ideal nacional. Como se trata de algo muito amplo, a mesa propôs que seja encaminhado o processo de descoberta do lema, através de nossos assessores que fornecerão subsídios para nossa busca. Aproveitando nosso Jubileu de Ouro, devemos resgatar o que se passou nestes cinqüenta anos, debatendo sobre o que nosso país espera de nós hoje, e buscando a essência do JUMAS. Decidiu-se, por unanimidade, dar o “ponta-pé” inicial neste processo, que é longo e profundo. Para tanto, sugeriu-se levar em consideração, três linhas: o Fogo Heróico, imagem esta que impulsiona nossa juventude em muitos lugares; a Missão Tabor, deixada pelo Pai Fundador à Família de Schoenstatt no Brasil; e o Puer et Pater, que é o ideal da coluna masculina. Pe Alexandre ressalta que a busca pelo Ideal Nacional deve começar pelo resgate da história, seguida pelas características presentes da nossa juventude, apontando, por fim, para nossas metas de futuro. Vitor Posseti afirma que a busca deve começar em cada cidade, posteriormente nos Regionais, terminando finalmente a nível nacional, ou seja, do micro para o macro. O Fórum acolheu unanimemente a proposta do grupo e, seguindo a proposta da mesa, encarregou os assessores de organizarem a forma concreta em que, a partir do próximo ano, deve se dar a busca do ideal nacional.
Em seguida, a proposta do terceiro grupo, que tratou da organização nacional do JUMAS, foi apresentada por Lucas Romagnolli. A princípio, propôs-se o seguinte: que cada Regional tenha sua própria Secretaria, e uma delas seja também a Secretaria Nacional. Tais secretarias seriam compostas por um secretário, um jornalista, e um cronista, e a nível nacional, haveria apenas um secretário. Tal secretaria deveria ter uma biblioteca, com os materiais digitalizados. Deve ser criado também um grupo de e-mail, para que haja mais facilidade na troca de informações entre as cidades. Diego Sorge ressalta a importância do site, pois ali podem conter as informações do que está acontecendo em nossa juventude, além de centralizar todas as informações. Vitor Hugo acrescenta dizendo que o site poderá possibilitar o download de materiais enviados pelas cidades. Luciano recorda a importância do compromisso de cada cidade transmitir informações, e as mesmas devem vir prontas para a publicação, evitando sobrecarregar o encarregado desta função. O encaminhamento destas propostas se deu da seguinte forma:
a) Viu-se que é necessário que haja uma Secretaria Nacional, que seja um ponto de referência para o JUMAS BRASIL. Já a criação de uma Secretaria Regional, deve ficar a cargo de cada Regional decidir se é necessário ou não. A opinião em comum sobre a secretaria é que ela deve ser um ponto de referência para o JUMAS. A mesa então propôs que se crie uma Secretaria Nacional, de forma experimental, e que ela seja encarregada de centralizar informações, através do site, ou de e-mails informativos das juventudes de todo o país. Todos votam a favor. Complementando a proposta, o local inicial da secretaria, seria Londrina, por já ter esta estrutura (R. Espírito Santo, 762 - Londrina/PR).
b) A mesa então complementou, questionando quem seria o secretário nacional, e indicaram Lucas Romagnoli como Secretario, e André Peres como vice-secretário. Ambos aceitaram as funções.
c) Tendo sido criada a secretaria nacional, uma forma de manter contato entre secretaria e cidades, propôs-se que cada cidade tenha um “jornalista”. Este ficaria encarregado de transmitir para a secretaria o que está acontecendo na sua juventude, e a secretaria encaminharia estas informações para o site. Unanimemente, todos os delegados aceitam assumir a responsabilidade de nomear um jornalista para sua cidade. Deve-se conseguir jornalistas também das cidades não presentes ao Fórum.
d) Uma proposta cabível para minimizar as distâncias foi também a da Corrente de Oração, que visa a integração espiritual entre o Jumas Brasil., e que deve durar até o próximo encontro nacional. Todos são a favor desta corrente, que será elaborada por Tito de Caieiras.
e) Com relação ao site nacional (www.jumasbrasil.com.br), falou-se da necessidade de que alguém o assumisse e colocasse em andamento para que tenhamos um local em comum de informações. Vitor Hugo Niczay, de Guarapuava, assume o site com unânime votação a favor.
Por sua vez, a proposta de um Encontro Nacional em 2006 para as comemorações do Jubileu de cinqüenta anos do Jumas Brasil foi apresentada por Eder Campos, representante do grupo que discutiu tal proposta. Ele argumentou dizendo que cinqüenta anos é um marco histórico em nossa juventude e não deve passar em branco, deve ser sim comemorado. A junção de um encontro nacional com as comemorações do Jubileu é plausível. Eder completa ainda propondo que as comemorações sejam realizadas em Londrina/PR, por ser a cidade mais central entre as demais cidades, e possuir dois locais que têm capacidade de comportar a juventude que participaria destas comemorações.
Outro item apresentado pelo grupo foi a questão da periodicidade: propôs-se que haja um encontro nacional de dois em dois anos, sendo que em um ano, se faça um encontro nacional de todo o JUMAS, e depois de dois anos, um encontro nacional de líderes. O grupo ressalta ainda que, deve-se criar uma mística em torno destes encontros, para que haja um fator motivacional para os menores. Duas datas podem ser viáveis: em torno ao 7 de setembro, ou ao 2 de novembro, que como são feriados, não se corre o risco de perder trabalho, colégio ou faculdade.
A mesa questiona, então, sobre as comemorações dos 50 Anos do Jumas e todos, unânime votação, são a favor de um encontro comemorativo, e que o mesmo deve ser em 2006, de forma a abranger o JUMAS em geral. Fica decidido também, que a organização deste encontro, ficará à cargo dos assessores com um representante de cada Regional, a ser indicado pelo assessor correspondente. Eles devem propor, também, quem pode participar do encontro. O local do encontro, em votação unânime, será Londrina. A periodicidade, viabilidade e forma desses encontros nacionais ficarão a cargo dos assessores decidir em oportunidade posterior. Em um momento posterior foram escolhidos os representantes de cada Regional na Comissão Organizadora do Encontro Nacional: Deilton Coelho de Souza, de São Bernardo/SP; Eder Campos, de Ibiporã/PR e Fermino, de Santo Ângelo/RS.
E por último, o quinto grupo trouxe o tema: como “minimizar distâncias” entre as diferentes cidades onde o JUMAS se encontra. Renan Montanucci apresentou a proposta, trazendo as seguintes idéias:
a) o oferecimento de lugares para acampamentos e encontros: uma cidade disponibiliza o espaço que tem e dá apoio para que a(s) outra(s) venha(m) fazer encontros;
b) que cada cidade passe adiante informações importantes (como atividades, vivências, missões, acampamentos) e convide as outras cidades para participar;
c) que cada cidade envie periodicamente um informativo contando sobre as principais atividades e correntes de vida da sua cidade;
d) que se faça uma Escola Nacional de Líderes, que aprofunde temas de formação e trabalhe materiais próprios de cada regional, para que possam aprender novas formas de trabalho e de motivação para a juventude;
e) que se faça intercâmbio de materiais (músicas, CDs, temas, etc) entre as cidades.
Diogo complementou dizendo que é muito positivo fazer a divulgação dos eventos, através de um convite enviado às demais cidades, e que vale à pena enviar um representante para “viver” a realidade daquela outra cidade ou Regional. Com relação às visitas de outras cidades, foi unânime a disponibilidade de todas as cidades de abrirem suas portas, e receber o Jumas das demais cidades de nosso país. O oferecimento dos lugares para atividades deverá constar no site, na página própria de cada cidade. Renan Montanucci e Pedro Urnau ficaram encarregados de fazer um levantamento desses lugares.
A responsabilidade dos informativos de cada cidade ficará a encargo dos jornalistas, nomeados no tema relativo à organização nacional, que os enviarão ao site. Ficou claro que Escola Nacional de Líderes é um claro desejo da nossa juventude, porém ficou a cargo dos assessores ver a forma, local, e, sobretudo, a viabilidade de que seja realizada. E como ultima decisão, os delegados se mostraram unanimemente a favor de uma troca de materiais entre as cidades e regionais, e o jornalista de cada cidade ficará a cargo que favorecer este intercâmbio.
Um tema que não tinha aparecido na lista inicial, mas que exigiu uma deliberação extraordinária do Fórum foi a Peregrina da Juventude Heróica, que foi trazida ao Fórum durante o dia. Esta Peregrina foi confeccionada pessoalmente pelo Sr. João Luiz Pozzobon com um fragmento de bomba encontrado por ele em Cambrai, junto ao lugar onde José Engling tombou. Sua intenção era que ela peregrinasse entre os jovens, formando corações heróicos como o de Engling. Mas há muito tempo ela não está mais cumprindo sua missão, pois peregrina em meio a algumas famílias em um bairro de Santa Maria.
Impressionado por esta constatação e sensibilizados por estar tocando uma relíquia tão direta de Pozzobon e que tem a ver com a juventude, o Fórum decidiu solicitar ao zelador da imagem que à entregasse de volta à Juventude para que ela volte a cumprir sua missão, peregrinando entre as cidades onde o JUMAS se encontra. O zelador atual da peregrina aceitou o pedido do Fórum e o Renan Montanucci, de Londrina, assumiu como Zelador Nacional da Peregrina da Juventude Heróica. Ele verá a forma concreta de fazê-la peregrinar por todo o país.
Às vinte e uma horas, depois de um dia inteiro de trabalho, com interrupções somente para o almoço e o jantar, o Fórum foi encerrado. Em seguida os participantes foram convidados para uma vivência noturna sobre a Jornada Mundial da Juventude, que os conduziu ao Santuário Puer et Pater para adorar Jesus e agradecê-lo por todas as bênçãos e decisões deste Primeiro Fórum Nacional do JUMAS.
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